O Javali-europeu (nome científico: Sus scrofa scrofa) também chamado de Javali-da-europa-central, é uma subespécie do Javali (Sus scrofa).[2][3] Apesar de ser nativo da Europa, foi introduzida como espécie exótica em outros continentes, onde ocorre hoje em estado assilvestrado. Ocorre como espécie exótica nas Américas e Oceania. Seu principal predador natural é o lobo-cinzento.[4][5]
Introdução da espécie no Brasil
Acredita-se que na América do Sul o javali-europeu tenha sido introduzido primeiramente na Argentina e Uruguai no início do século XX para fins de criação.[6]
O primeiro registro da invasão de porcos assilvestrados no Brasil foi no Pantanal, onde ficaram conhecidos como "porco-monteiro", uma raça de porco doméstica que se tornou selvagem há cerca de 200 anos. No final da década de 1980, pequenas populações javalis assilvestrados no Uruguai invadiram a região sul do Rio Grande do Sul no Brasil. Posteriormente, em 1990 diversos criadores importaram javalis-europeus do Canadá e Europa, e começaram a realizar cruzamentos com porco-doméstico, engendrando o híbrido "javaporco". Porém em 1998, o IBAMA suspendeu as importações e parou de conceder permissão de operação para criadores de suínos "exóticos". Com a soltura intencional e fuga de diversos indivíduos de javali e javaporco, exemplares assilvestrados formaram uma população crescente que progressivamente avança no território brasileiro.[7][8]
A espécie não possuí predadores naturais no Brasil, já que é uma espécie exótica, além de procriar com o porco doméstico, engendrando o chamado javaporco (neologismo criado para definir este híbrido), fatores que contribuem para o aumento exagerado da população. Com sua população em crescimento contínuo e descontrolado, sem predadores, o javali causa danos ambientais e prejuízos para a agricultura. Como forma de controle para a população do javali (que é considerado uma praga e espécie nociva), sua caça e abate são permitidos (apenas para cadastrados) pelo órgão de controle ambiental, o IBAMA, que, em contrapartida, procura incentivar a preservação de espécies de taiasuídeos nativos, como o queixada e o caititu.[9][10][11]