A Taça Libertadores da América de 1977 foi a 18.ª edição disputada ao longo da história. Após ter sido derrotado na final de 1963, o Boca Juniors da Argentina conquistou o título pela primeira vez. Seu adversário na final foi o Cruzeiro do Brasil, campeão da Taça Libertadores do ano anterior. O time argentino travou um duelo difícil contra o time mineiro. No jogo jogo de ida, em La Bombonera, com mais de 63.000 torcedores, o Boca Juniors venceu por 1 a 0, gol de Veglio aos 4 minutos do primeiro tempo;[1] no jogo de volta, no Mineirão, com quase 53.000 torcedores, o Cruzeiro venceu por 1 a 0, com gol de falta do lateral direito Nelinho aos 33 minutos do segundo tempo,[2] ocasionando o jogo de desempate em campo neutro. No Estádio Centenário, em Montevideu, no Uruguai, com mais de 55 mil torcedores, os dois times empataram pelo placar de 0 a 0 no tempo normal e também na prorrogação, e a competição acabou sendo decidida pela primeira vez nos pênaltis. O clube mineiro reclamou muito da arbitragem neste último jogo, pois na primeira cobrança de penalidade, o jogador Mouzo do Boca Juniors, chutou a bola e acertou a trave direita, mas o árbitro espanhol Vicente Llobregat invalidou a cobrança, pois o goleiro Raul saiu antes do gol; novamente o jogador Mouzo chutou e marcou o primeiro gol. O goleiro argentino Hugo Gatti defendeu a última cobrança, do lateral esquerdo cruzeirense Vanderley e deu ao Boca seu primeiro título da Libertadores.[3]
Boca Juniors: Gatti, Pernía, Sá (Tesare), Mouzo e Tarantini; Veglio, Suñé e Zanabria; Mastrángelo, Pavón (Bernabitti) e Felman. Técnico: Juan Carlos Lorenzo
Boca Juniors: Gatti, Pernía, Tesare, Mouzo e Tarantini; Ribolzi, Suñé e Zanabria; Mastrángelo, Veglio (Pavón) e Felman (Ortiz). Técnico: Juan Carlos Lorenzo
Boca Juniors: Gatti, Pernía, Tesare, Mouzo e Tarantini; J.J.Benitez (Ribolzi depois Pavón), Suñé e Zanabria; Mastrángelo, Veglio e Felman. Técnico: Juan Carlos Lorenzo