Raimundo Garcia de Portocarreiro (1100 -?) ou Reimão Garcia de Portocarreiro ou ainda Ramon Garcia de Portocarrero foi um Fidalgo de origem galega que passou a Portugal com o Conde D. Henrique. Raimundo Garcia de Portocarreiro é o fundador da família Portocarreiro em Portugal.[1][2]
Deste Raimundo Garcia de Portocarreiro descende uma linhagem tida como das ilustres de Portugal, foi agraciada pelo conde de Portugal D. Henrique de Borgonha que lhe fez a doação do couto de Portocarreiro. Foi deste extenso senhorio que D. Raimundo tomou o nome de Portocarreiro. Segundo os historiadores este D. Raimundo era irmão de D. Monio Garcia (de Portocarreiro), que surge documentado como senhor da “quintã de Vilar”, quinta este que integrava a honra de Portocarreiro.[2][1]
Essa propriedade de Vilar foi herdada pela descendência de D. Raimundo, pelo que tudo leva a querer com o irmão não teve filhos.
Segundo a história eram filhos de D. Garcia Afonso e de D. Estevaínha Mendes, fidalgos asturianos. Este D. Garcia, era filho de D. Afonso Garcia, de outro D. Garcia Afonso, sendo que a este o rei D. Ordonho III de Leão vem chamar de primo numa doação que faz à Igreja de Santiago de Compostela no ano de 954.
Entre os anos de 1129 e 1153, D. Raimundo Garcia de Portocarreiro aparece bem documentado e a fazer a confirmação de muitos documentos régios. Aparece também a fazer parte como membro concelho que então governava Portugal, onde é indicado como sendo de illos infançones qui erant in Porttucale.[2][1]
Aparece também em documentação relacionada com uma questão levada a julgamento na cidade de Coimbra, corria o ano de 1153, questão esta sobre o Mosteiro de São Martinho de Soalhães, onde se reuniram como partes intervenientes D. Fernão Peres Cativo, D. Gonçalo Mendes de Sousa, o arcebispo da cidade de Braga, o bispo da cidade do Porto, o bispo da cidade de Lamego e o bispo da cidade de Viseu, além dos infanções D. Gonçalo Gonçalves, D. Raimundo Garcia de Portocarreiro, D. Sarracino Mendes Espina e por fim D. Gosendo Moniz.
Relações familiares
Foi filho de Garcia Afonso ou também Garcia Afonso de Leão (Astúrias – Portugal?) e de Estevainha Mendes (Astúrias – Portugal?). Casou com Gontinha Nunes de Azevedo (1130 -?), filha de Nuno Pais de Azevedo, "o Vida" e de Gontinha Nunes,[3][4][5] de quem teve[2][1]:
- Ouroana Reimão de Portocarreiro (1150 -?) casada com Henrique Fernandes Magro.
- Dórdia Raimundo de Portocarreiro (1160 -?) casada com Rodrigo Anes de Penela (1175 -?).
- Teresa, freira.
- Elvira, freira.
Referências
- ↑ a b c d Manuel Abranches de Soveral, Portocarreros do Palácio da Bandeirinha, Masmedia, 1ª Edição, Porto, 1997. pg. 17.
- ↑ a b c d Manuel José da Costa Felgueiras Gayo, Nobiliário das Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989. vol. I-pg. 600 (Azevedos) e vol. VIII-pg. 600 (Portocarreiro).
- ↑ Henri de Bourgogne , le Damoiseau sur le site Foundation for Medieval Genealogy
- ↑ Felgueiras Gayo Nobiliário das Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989, vol. I-pg. 599 (Azevedos)
- ↑ Livros google - The Reconquest kings of Portugal