A primeira dinastia a ter o título é a da família Bigot, no século XII e XIII. Mais tarde, o título é obtido pelo Mowbray que foram também duques de Norfolk. Como os Bigot descendiam de uma linhagem feminina de Guilherme Marechal, herdaram o título de conde Marshal, ainda pertencente aos duques de Norfolk.
À morte de Rogério em 1306, e não tendo descendentes, o título e as posses voltaram para a coroa. Em 1312 o título foi recriado por Eduardo I de Inglaterra para o seu filho Tomás de Brotherton. Tomás Mowbray foi feito duque de Norfolk em 1397, e a sua avó, então condessa de Norfolk, foi também feita duquesa. à morte de João III Mowbray (4º duque) em 1476, só existia Ana como herdeira, a sua filha de 4 anos de idade. Esta herdou portanto o título de condessa, mas não o de duquesa. A 15 de janeiro de 1478, com 5 anos de idade, esta casa-se com Ricardo de Shrewsbury, duque de Iorque, filho de Eduardo IV de Inglaterra, também ele com 4 anos de idade. Esse casamento permitiu a seu pai controlar os vastos domínios da sua nora.
Com a morte de Eduardo IV em 1483, e após investigação, descobriu-se que este teria contraído um matrimónio secreto antes de seu casamento oficial, sendo portanto bígamo, e por consequência o novo rei Eduardo V e o seu irmão Ricardo de Shrewsbury eram ilegítimos. É portanto Ricardo III que sucede a Eduardo V após ter casado, fechando os seus dois sobrinhos na torre de Londres "para a sua segurança", de onde nunca mais sairiam. O destino que tiveram é totalmente desconhecido.
↑ abC. P. Lewis, The Early Earls of Norman England, em Anglo-Norman Studies - XIII. Proceedings of the Battle Conference 1990, Ed. Marjorie Chibnall (1991), Boydell & Brewer Ltd, p. 225-242. ISBN 0851152864